Você conhece a sua zona de conforto e já experimentou sair dela?

Você conhece a sua zona de conforto e já experimentou sair dela?

A minha zona de conforto

Tenho 27 anos de idade (caso esteja lendo esse post antes de 16/08/18) e há pelo menos 10 deles dedico ao Design, ao Marketing Digital e ao mundo digital como um todo. Sou formado em Design e em Comunicação para Web, além de ter trabalhado por 9 anos na mesma agência de marketing digital.
Venho de uma família extremamente unida, apegada e, principalmente, super protetora, ao ponto de estarmos juntos em quase todos os finais de semana para jogar assunto fora, almoçar juntos e/ou compartilhar novas experiências profissionais e pessoais. Além disso, todos da família são ou já foram funcionários públicos, devido a isso, o incentivo e a glorificação aos concursos públicos sempre estiveram presentes em todas as reuniões familiares.
Não que o funcionalismo público e sua estabilidade* estejam errados, mas podemos concordar que é um dogma padrão estabelecido pela nossa sociedade, na qual contempla aquela velha máxima: “Vá para a escola, tire boas notas, procure um emprego seguro e se aposente com um plano de previdência do governo”. Novamente, não que isso esteja errado, mas vai totalmente ao oposto de todas as minhas referências obtidas nos últimos anos, vide Robert Kiyosaki, por exemplo.
*Não acredito que isso perdure pelos próximos anos, mas ainda é algo que as pessoas acreditam fielmente e que, com certeza, está com os dias contados.
Yarra River em Melbourne na Austrália

A importância de ter sonhos

Os primeiros anos que dediquei à minha carreira profissional foram, sem sombra de dúvidas, vividos no piloto automático, como muita gente vive até hoje. E algumas pessoas foram essenciais para que eu pudesse despertar da “matrix”, começasse a ter sonhos e, principalmente, ir ao encontro deles.
Aos poucos fui conhecendo e pontuando os meus diversos sonhos, dos mais malucos aos mais simples, tudo foi se encaixando em minha vida de uma forma que eu pudesse acordar todos os dias com desejo de viver e batalhar por cada um deles. Dentre todos esses sonhos, posso contar um pouco a respeito de três deles:
  • Viajar o mundo;
  • Experiências memoráveis;
  • Independência financeira.

Viajar o mundo

Em um dos processos de coaching que passei, percebi que o que mais mantém a minha chama da motivação acesa é viajar e, além disso, viajar renova a alma, a fé, a esperança, a mente e o corpo. Não basta (no meu caso) viajar para o mesmo lugar, o sonho é um pouco mais louco, é conhecer o mundo todo, os cinco continentes, conhecer pessoas de diferentes lugares, diferentes culturas, enfim, enriquecer a alma com tudo que o mundo tem de melhor.
Escrevi um pouco mais a respeito de viagens neste link, confere lá.
Praia de St Kilda em Melbourne na Austrália

Experiências memoráveis

Assim como todo jovem aos 18 anos que entra na faculdade, o que eu “sonhava” quando mais novo, era com o primeiro carro, roupas de marca, ostentar com os amigos no Orkut, já que o Facebook nem passava por aqui ainda, entre outros sonhos materiais. Com o tempo e a busca por novas referências, fui percebendo que tudo que eu sonhava eram bens de consumo, na qual não trariam nenhum benefício para minha vida no futuro. Além disso, percebi que, definitivamente, o que sempre me marcou e me fez bem, foi gastar e investir em EXPERIÊNCIAS, experiências que, com certeza, serão levadas através de boas recordações para sempre.

Independência financeira

Para completar a minha tríade dos sonhos, a independência financeira é o que me move para uma vida plena, ou seja, a ideia de você não precisar trabalhar, ou melhor, trabalhar sem pensar no dinheiro. De fato, para isso precisamos trabalhar por um bom período até atingir a independência total, e é justamente pensando nisso que as pessoas deveriam se preocupar ao acordar todos os dias para trabalhar, dessa forma, você poderia iniciar qualquer outra atividade, sem pensar se o pagamento no final do mês vai ser suficiente para cobrir o seu limite do cheque especial ou a fatura do seu cartão de crédito.
E você, já sabe quais são seus sonhos ou já começou a ir atrás deles também?
Essa é a primeira lição para você despertar da matrix e começar a viver uma vida com propósitos.
Fique Atualizado!

O que eu fiz pra estar contando tudo isso?

Após alguns anos vivendo em uma grande zona de conforto, percebi que por mais que eu sonhasse, sempre faltava o último passo, aquele passo derradeiro para que o sonho se tornasse realidade. Sendo assim, na virada do ano de 2017 para 2018, eu e minha namorada resolvemos dar o passo que faltava para realizar um de nossos sonhos, um intercâmbio na Austrália por 6 meses. Foi um processo que perdurou por dois anos em que planejávamos tudo e sempre acabávamos adiando por medo, receio, enfim, qualquer palavra que disfarçava a nossa tentativa de nos manter em nossa própria zona de conforto.
Era um projeto na qual eu conseguiria contemplar os três sonhos listados antes, já que estando na Australia poderia conhecer vários países diferentes, seria uma experiência incrível para toda a vida, além de que, seria necessário um bom plano financeiro para que a viagem não prejudicasse meu balanço patrimonial e nem o meu fluxo de caixa.
Decidimos então entrar de cabeça nesse projeto e em uma semana tudo foi resolvido. Pronto, dentro de 5 meses a partir daquele dia, embarcaríamos para o outro lado do mundo para conhecer uma nova cultura, um novo idioma, novas paisagens e novas pessoas. Muita gente me criticou, muita gente me chamou de louco por largar emprego, família, zona de conforto, enfim, praticamente tudo que havia feito no Brasil para começar de uma forma diferente em outro país. Após muita confusão e um enorme turbilhão de pensamentos, descobri que todos esses feedbacks só estavam me levando para o lugar certo.

Sonho realizado

Pois enfim, neste exato momento escrevo este post em Melbourne, região sul da Austrália, onde passarei os próximos 6 meses da minha vida, estudando, trabalhando, viajando, e o que mais a vida me permitir fazer. Talvez tenha sido uma das maiores loucuras, se não a maior, que já fiz até hoje.
Eu, que sempre fui uma pessoa acostumada a estar na zona de conforto, me sinto desafiado a cada dia por aqui. Seja por ter que abrir uma conta em um banco que não fala o meu idioma, seja por ter que procurar novos lugares para se morar, no mesmo dia que você chega no país, enfim, além desse projeto ter me tirado de uma enorme zona de conforto, vêm me fazendo aprender a viver FORA de qualquer zona de conforto novamente.
Além disso, o que mais me encanta nisso tudo é a quantidade e a diversidade de novas experiências vivenciadas em apenas 3 dias de viagem, na qual tenho certeza que serão lembradas pelos próximos anos. Outro ponto importante é a troca de conhecimento e de cultura completamente diferentes, por exemplo, moro com uma australiana e um coreano, na qual, nunca nos vimos antes, a hora do jantar chega a ser hilária e extremamente incrível para todos nós.
Por fim, de vez em quando reflito que preferiria me arrepender de ter feito, do que me arrepender de não ter encarado o desafio e viver com essa interrogação pelo resto da vida. Pensando nisso, queria aproveitar e convidar você a compartilhar comigo a sua zona de conforto, qual a maior loucura que você já fez e se você já queimou alguma ponte anteriormente.
Centro de Melbourne, Austrália
Escrevi esse post de uma forma que eu consiga mostrar a vocês uma forma de encarar toda essa zona de conforto através da minha própria história. O importante agora é que você identifique onde está a sua e como você pode aprender com isso para sair dela ou, ao menos, usar isso tudo ao seu favor.
Deixa seu comentário abaixo e fica ligado nas próximas postagens do blog nas próximas semanas.
Ah, e se quiser ver mais sobre a Australia, me segue no instagram que eu to postando bastante coisa por lá.
Nos vemos por aí.
Grande abraço.